Páginas: 368
Editora: Arqueiro
Nota no Skoob: 4,6
Nesse Livro lemos a historia de Nastya
Kashnikov, uma garota de dezessete anos que passou por uma experiência
traumatizante onde teve todos os dedos de sua mão destruídos o que a
impediu de seguir seu sonho. Esse evento não só destruiu seu futuro, mas a
fez perder sua voz e identidade.
Josh é um
garoto da nova escola de Nastya, um que a morte persegue, todos em
sua família morreram e ele vive sozinho. Todos da cidade o
deixam em paz, menos a garota nova e seu melhor amigo.
Temos duas
narrativas em primeira pessoa, o que eu gosto, pois nos da a visão dos dois
protagonistas, cada página virada é uma rachadura no coração, esse é o tipo de
livro que vai fazer você ficar curiosa, apaixonada, fazer chorar, todos os seus
sentimentos vão aparecer.
Ler sobre uma menina
que se perde dentro de si é devastador, vê-la se encontrar aos poucos e
finalmente enfrentar o que aconteceu na noite em que tudo mudou é incrível, a
escritora mostra cada mudança na mente de Nastya, quanto a Josh você vê ele se
abrir para o mundo e se apaixonar.
Cada
personagem tem sua historia e os mistérios de seus passados são revelados
aos poucos, esse é um livro que recomendo para ler naquele dia chuvoso e
triste, porque é o cenário perfeito, mas não pense que ele é
só tragédia, tem partes engraçadas, bobas, românticas, bom, tem de
tudo um pouco.
Um dos
melhores livros que li até agora em 2015 (sim, eu sei que estamos só em março).
Segue um trecho do livro:
"– Quem é ela?
– Uma mina russa. Nastya alguma coisa que eu não aprendi a pronunciar. Estava começando a pensar que tinha perdido o meu charme, porque ela nunca tinha falado comigo, mas parece que ela não fala com ninguém.
– E você está surpreso? Só falta uma placa na testa dela dizendo “antissocial”.
Pego o nível do teto do carro e o movimento de um lado para o outro, vendo a água se mexer lá dentro.
– É, mas não é isso. Ela não fala. Ponto.
– Nunca? – Olho para ele, incrédulo.
– Nunca. – Ele balança a cabeça e sorri com uma satisfação pervertida.
– Por que não?
– Não sei. Talvez não fale inglês. Mas aí acho que ainda assim ela saberia dizer sim, não, essas coisas. Ele dá de ombros, como se fosse algo irrelevante.
– Como você sabe?
– Porque ela está na minha turma de Discurso e Debate."

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